Sofri do futuro que o hoje me guarda
Quando trouxe o fim à metade.
Morrendo um sonho por dia, e em cada
Sonho desfeito eu lia "maldade".
Natimortos presentes foram me dados
No entrevero banal de agourentas mãos,
Não reparando, por hipermetropia do atos,
A sombra daquele titeriteiro cordão
Movendo para longe aquilo que deveria
No hoje ter feito, mas que não faria.
Mais uma sombra de culpa a alocar.
Engraçado é o destino, a vida, o ocaso,
Há sempre algo para todos os casos,
Quando somente um eu poderia ajudar.