29/06/2016

Incerto


Todo dia o sol se põe e o horizonte não chega
A ser assim, cavalheiro, um domador de estrelas,
Que foge em rumo ao escuro. Ele sabe
Que no fim, no futuro, é ele quem traz,

Diante do novo, as incerteza do mundo.
No escuro, a lua, guia com o seu sorriso noturno
Ao caminho incerto, entre o raso e o fundo,
Por trilhas que levam, mas nunca a te obrigar

Se privar em vendas para não avistar
As mensagens secretas na brisa do ar,
Em papeis de promessas frágeis, pode-se quebrar.
Contra a correnteza, não pode se arriscar

Se jogar de cabeça, sem nem saber nadar
Em meio a águas rasas, pode se afogar
Sem ajuda de mantras, rezas, ou de salva vidas
No fim o caminho, cabe a nós o andar.

15/06/2016

Ira

A fúria, o ferro em fogo, abrasa
E fere afoito, feito farpa!
A pele empola o peito e racha,
De queixa deixa cheia e mata.

Um soco tosco, enroscou fundo
No coice feito foice. Ao mundo,
Urro num estupro rubro mudo.
É meu, não teu. Meu eu imundo.